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#PraPensar

#PraPensar

O Projeto #PraPensar é uma série de reflexões escritas por nós e feitas para você. Criado em 2016, contempla toda a Educação Básica Metodista, ao todo, 14 colégios.

Durante um mês inteiro, um dos colégios que fazem parte do projeto é escolhido e desafiado a escrever e desenvolver um pensamento por semana. Seguindo o nosso Calendário de Oração, que apresenta um tema por mês, a mensagem da semana é escrita por pastores, professores e alunos com todo o acompanhamento e apoio de nossas Pastorais Escolares e Universitárias.

Postado nos sites dos colégios todas as terças-feiras, o #PraPensar tem o intuito de espalhar o amor de Deus e de incentivar a leitura da Palavra.

Ao longo do ano, constrói-se um devocionário anuário próprio dos Colégios Metodistas, enfatizando sempre o amor de Cristo por cada um de nós.

Compartilhe, acompanhe e faça parte deste projeto.

 

Confira as reflexões:

Confiar plenamente

“Se eu subir aos céus, lá estás, se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também. Se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares, ainda lá me haverá de guia a Tua mão e a Tua destra me susterá.”  Salmo 139.8-10


Numa dessas manhãs, recebi um vídeo pelo WhatsApp e confesso que, depois disso, algumas imagens não saem do meu pensamento. Logo no início do vídeo percebi que se tratava de um amigo curtindo a aventura de um voo no parapente, mas, estarrecida, notei que ele não estava sozinho, seu filhinho de seis anos estava com ele!

Busquei observar a reação da criança e fiquei atenta à expressão do seu rostinho e, para minha surpresa, ele não esboçou em momento algum sinais de medo, tensão ou insegurança. Envolto nos braços do pai, ele estava sossegado, tranquilo... como se estivesse andando de bicicleta.

Então, pensei:  “meu Deus, eles estão nas alturas”! E novamente olhei para o menino. Lá estava ele, curtindo um passeio gostoso junto ao seu pai.

Aquela foi uma das imagens mais bonitas que já vi refletindo a confiança de um filho no pai. O filho confia, porque tem certeza que seu pai o ama. Sente-se seguro.

Sem perceber, emocionei-me ao me dar conta de que assim também deve ser a nossa fé em Deus. Nós temos um Pai, um Deus que é amoroso, poderoso e que cuida de cada um(a) de nós.  Assim como a criança se entrega à proteção dos braços do pai, também nós devemos seguir nosso dia a dia e as nossas lutas, na plena certeza de que o grande Pai está conosco e Seu amor é infinito!

Hoje, quando me deparo com uma situação que me assusta, oprime ou me amedronta, lembro-me do rostinho do menino no vídeo e seu corpo envolto nos braços de seu pai, lá nas alturas. Então, eu me acalmo, pois sei que com Deus tudo ficará bem!

Com Deus podemos prosseguir a vida e curtir um dia sol, o vento, a chuva, até mesmo uma tempestade. Com Deus, podemos relaxar e aproveitar essa grande aventura que é a vida!


Professora  Elaine Cezar da Silva
Agente da Pastoral Escolar e Universitária
Colégio Metodista em São Bernardo do Campo – SP

Preencher o vazio

“No princípio, criou Deus os céus e a terra. A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas. Disse Deus: Haja luz; e houve luz.” Assim começa o livro de Gênesis. No princípio, Deus criou e o que havia era o vazio. Deus, então, deu início à Criação e ao caos, a iniciar pela luz. Este foi o primeiro dia da criação, conforme o relato do capítulo 1.

Não conseguimos compreender na essência esta imagem: “o vazio”, mas pela fé compreendemos que a ação de Deus transformou aquela situação. Ação amorosa, cuidadosa e fundamental.

A interpretação do vazio descrito em Gênesis é muito subjetiva. Porém, experimentamos o “vazio” de diversas maneiras em nossas vidas. Temos alguns exemplos do nosso cotidiano: um filho(a) que sai de casa para estudar ou trabalhar em outra cidade; a separação de um cônjuge; as perdas provocadas pela morte; o vazio causado quando estamos desempregados ou vivenciamos uma desilusão, entre outras situações.

Quando Jesus veio ao mundo, ele conhecia esta realidade (João 1.1-4). Mas o Evangelho de João nos relata que, além de criar, Deus decide habitar entre nós (João 1.14) e deste modo preencher o vazio de nossa alma. Interessante notar no relato do Evangelho, que Jesus percebe o risco de um novo vazio na vida de seus discípulos e, assim, proclama: não fiquem aflitos. Creiam em Deus e creiam também em mim.” (João 14.1). E, na sequência, para responder à duvida de Tomé, Jesus acrescenta: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Jesus “é”! Assim como Deus é o Criador, Jesus é o Salvador.

A explicação, porém, não foi o bastante para que os discípulos perdessem o medo do vazio. Então, Jesus anuncia que enviaria o Consolador (Espírito Santo) conforme João 14.16, com a finalidade de ser a presença constante em suas vidas, inclusive nos momentos mais difíceis e de separação. Foi exatamente o que aconteceu quando Jesus foi morto. Novamente veio o vazio. Mas Jesus ressuscitou e apareceu aos discípulos anunciando a Paz e confirmando a presença consoladora e confortadora do Espírito Santo (João 20.19-23). Jesus Cristo ocupou o vazio de suas vidas, preenchendo-o e dando-lhe significado.

Nos dias atuais podemos vivenciar outros vazios. A mensagem de Jesus é atual: Creia em Deus, confie Nele. Peça-lhe para trazer a luz e através da fé e da confiança receba a companhia do Espírito Santo na sua vida. Somente Deus pode preencher os vazios de nossa vida.


Wesley Cardoso Teixeira
Pastoral Escolar
Colégio Metodista em São Bernardo do Campo – SP

Ter confiança em tempos de espera

“Bendito o homem que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor. Porque ele é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e, no ano de sequidão, não se perturba, nem deixa de dar fruto”. (Jeremias 17.7-8)


O profeta Jeremias enfatiza: “Bendito o homem que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor”. O entendimento é que a fé genuína e autêntica gera esperança. No decorrer de nossas vidas vivemos momentos de alegrias e comunhão, mas também de tristeza e solidão. A fé casada com a esperança é a receita do profeta Jeremias para os tempos difíceis, uma vez que é mais fácil declarar nossa confiança em Deus no tempo da bonança.

Para ilustrar tal afirmação, o profeta utiliza da ilustração da árvore. Uma árvore que “estende as suas raízes para o ribeiro”. Quanto mais profundas são as raízes, mais resistente a árvore fica no enfrentamento dos ventos, tempestades e intempéries da natureza.

Esta mesma árvore citada “não receia quando vem o calor”. Aqui, o calor pode ser uma representação das adversidades, aflições, ansiedades, inseguranças e medo que enfrentamos na vida. O profeta refere-se à fé com esperança, visando o sustento em tempo de calor, gerando a perseverança para aquele que crê.

Finalmente, “no tempo de sequidão (...) não deixa de dar fruto”. O tempo de sequidão é um tempo de espera e nesta espera, com fé e esperança, é possível produzir frutos. No tempo de espera (sequidão) Deus nos capacita para encontrar as respostas que precisamos e, deste modo, produzir os frutos.

Por isso, bendito é o homem e a mulher que confia no Senhor, e cuja esperança é o Senhor".


Wesley Cardoso Teixeira
Pastoral Escolar e Universitária
Colégio Metodista em São Bernardo do Campo – SP

Quem é generoso...

"Quem é generoso será abençoado, pois reparte o seu pão com o pobre”. Provérbios 22.9


Quando paramos para pensar sobre o tema proposto para nossa reflexão, ou seja, a generosidade, ficamos num primeiro momento tentando entender o que ela é de fato. Pois algumas palavras, no atual momento em que estamos vivendo, parecem que perderam seu real sentido.

Vivemos em uma sociedade que está em constante mudança de valores, ideologias, ou mesmo de crenças. Uma sociedade marcada pelo egoísmo, onde o altruísmo, a benevolência e empatia são “virtudes para os fracos”. O que importa é ser alguém com muito conhecimento e bem sucedido profissionalmente.

O contrário de ser generoso é ser alguém “mesquinho, egoísta, que não compartilha nada do que tem e que vive isolado da afeição dos outros e de seus problemas”.

Somente alguém com um coração grato e cheio de amor ao próximo pode experimentar esta virtude de ser generoso ou generosa. O mundo está cheio de pessoas generosas e incontáveis histórias de altruísmo, abnegação e serviço à humanidade.

No dia em que Jesus realizou o milagre da multiplicação dos pães e peixes, algo surpreendente aconteceu nos bastidores: o discípulo André olhou para a multidão de mais de cinco mil homens e disse: “temos aqui uma criança com cinco pães de cevada e dois peixinhos, mas o que é isso para tantos?” João 6.9.

A generosidade desta criança em repartir peixe e pão do seu cesto para com aquela multidão ficou registrada nos evangelhos e é referência de amor, desprendimento material e partilha. Quando partilhamos generosidade, milagres acontecem, pessoas são abençoadas e o reino de Deus é implantado.


Motivos de oração: Oremos para que possamos alcançar pessoas e famílias com a generosidade que recebemos de Deus.


Reverendo Ideifle da Silva Junior
Pastoral Escolar e Universitária – Instituto Metodista Centenário
Santa Maria – RS

Perceber o próximo

“Deus ama quem dá com alegria”. 2ª Coríntios 29.14


Na palavra de Deus temos muitos ensinamentos que nos permitem refletir sobre valores de amor, solidariedade e generosidade, hoje, esquecidos. Valores os quais, como cristãos, devemos caminhar, seguindo-os. Sendo filhos e filhas de um pai generoso, temos de ser os primeiros a ter o coração aberto, a tomar a iniciativa de ajudar, ofertar e compartilhar, ao percebermos as necessidades fundamentais e básicas do ser humano.

“A alma generosa prosperará e aquele que atende o próximo também será atendido”. Provérbios 11.25

Oremos: pelas pessoas que se dedicam a ajudar o próximo.


Miriam Rossa
Coordenadora Pedagógica – Ens. Fund. II e Ensino Médio
Colégio Metodista Centenário – Santa Maria – RS

Generosidade verdadeira

“A alma generosa prosperará, e quem dá a beber será dessedentado”. Provérbios 11.25

“E, se alguém der mesmo que seja apenas um copo de água fria a um destes pequeninos, porque ele é meu discípulo, eu asseguro que não perderá a sua recompensa”. Mateus 10.42


A generosidade é incentivada por Jesus em vários textos da palavra de Deus. Na nossa sociedade temos muitas pessoas e até empresas que gostam de ser generosas. Quando somos generosos de coração e damos sem esperar nada em troca, estamos praticando o amor de Deus em Cristo Jesus.

O ato de ser generoso implica em sacrifício, ou seja, oferecer um pouco de sua vida a outra/as pessoa/as que pode ser em valor monetário, objetos ou coisas que atendam necessidades, ou tempo para servir e dar atenção e apoio.

No mundo atual, esta é uma das maiores dificuldades do ser humano, que está centrado mais em ter do que ser. Por isso, a generosidade verdadeira e desprendida somente será possível em Cristo Jesus.

Por mais generosos que sejamos, se não for para glória de Deus, e não a nossa própria, nada disso se aproveitará conforme o apóstolo Paulo em I Coríntios 13. 3 – “e ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor nada serei”.

Oremos por: Mais generosidade para a Glória de Deus.


Walter Chalegre dos Santos
Gestor Frente Avançada
Colégio Metodista Centenário, União e IE
Rio Grande do Sul

Ajudando a caminhar

Leitura bíblica: João 5.1-8


Fui reprovado no segundo ano do ensino fundamental, antigo curso primário, duas vezes. Vivíamos uma situação complicada em casa. Meus pais trabalhavam arduamente para pagar a prestação de nossa casa e sustentar seus onze filhos. Mal tínhamos o que comer.

Em classe, eu não conseguia me concentrar e, logicamente, não conseguia assimilar o que estava sendo ensinado.

Ao começar, pela terceira vez, a mesma série, minha nova professora parecia haver sido enviada dos céus. Percebera que a minha dificuldade de aprendizagem não era por falta de inteligência, como, provavelmente, as anteriores pensavam. E decidiu dedicar-se à “minha causa”. Deu-me a atenção necessária para que eu entrasse num processo de evolução impressionante.

Fui o melhor aluno da sala naquele ano e no ano seguinte – já na terceira série. Na quarta série (o chamado “curso primário” ia até a quarta) fui o melhor aluno da escola, tirando a nota máxima em todas as matérias, em todos os bimestres, sendo condecorado, ao receber o diploma, com uma medalha de honra ao mérito.

O personagem do texto bíblico lido aguardara 38 anos pela chance de entrar nas águas para ser curado do mal que o acometia. Não conseguia entrar no poço, pois não tinha condições de fazê-lo sozinho. Foi necessário que alguém, Cristo, no caso, se interessasse por ele e o curasse, fazendo-o andar.

Durante nossas vidas, encontramos muitas pessoas nestas condições: aguardando um gesto, uma palavra, um ombro, um apoio para mudar o curso de seu caminho; para se firmar e pôr-se a andar “por suas próprias pernas”.  Basta termos um pouquinho de atenção e paciência para sermos o instrumento necessário para a realização de um milagre.

Oremos: por todos aqueles que percebem que ensinar é mais do que passar informações.


Colaboração de Washington Luiz Silva Santos – Ministério do Ensino da Igreja Metodista.

Colégio Metodista em Itapeva – SP

Responsabilidade na educação e na vida

Texto bíblico: Jeremias 17.9 – Romanos 3.10

O lar tem suma importância na vida humana, pois é o berço de costumes, hábitos, caráter, crenças e moral de cada ser humano, seja no contexto mundial, nacional ou familiar. Então, podemos dizer que como vai o lar, vai o mundo, e, também, que o que é bom para a família é bom para o mundo.

O texto bíblico em questão nos fala a respeito do pecado do homem/mulher que está enraizado na humanidade e nas escolhas que fazemos em nossas trajetórias. Essas escolhas vão determinar nossa responsabilidade na educação e na vida.

Passamos por momentos com nossa família de muita angústia com um de nossos filhos, devido a escolhas que ele fez na adolescência, trazendo sofrimento para todos nós. Esse sofrimento durou 16 anos, pois, apesar de sermos cristãos, não estamos livres de vivermos desilusões. Nunca desistimos dele e sempre acreditamos em sua recuperação, pois ele estava alicerçado pelos laços de família e por nossas orações.

Hoje, depois de seis anos, graças a Deus e à estrutura familiar que procuramos manter em meio ao sofrimento, ele está totalmente recuperado. Isso nos faz crer que a família exerce um papel fundamental na ação final de um indivíduo, disciplinando-o e conduzindo-o na totalidade de sua vida educacional, profissional e social.

Bendito o homem que confia no Senhor, e cuja esperança é o Senhor (Jeremias 17.7).

Oração: Oremos pelas famílias que passam por problemas de dependência química.


Pastora Dayse Ap. Gonçalves Santos
Pastoral Escolar – Colégio Metodista em Itapeva – SP

Dignidade tem a ver com inclusão

“Ora, os que comeram eram quatro mil homens, além de mulheres e crianças.” (Mateus 15.38)


Deus criou o homem à sua imagem e semelhança (Gênesis 1.26). Dessa forma, em sua essência, todos as pessoas são iguais, sem distinção de raça ou sexo e, por consequência, todos possuem os mesmos direitos fundamentais.

No Brasil, os princípios da dignidade da pessoa humana e da igualdade constam expressamente na Constituição Federal de 1988, demonstrando sua importância como ideal político para a construção de uma sociedade livre, justa e solidária. Entretanto, mesmo que o princípio da dignidade humana seja o norteador dos outros princípios constantes na Constituição, a realidade brasileira ainda está distante das condições de vida que o Estado tem como função proporcionar aos seus cidadãos/ãs.

Existe um grande número de pessoas excluídas de tais direitos, sofrendo com o desemprego, o acesso precário à saúde, educação e moradia, com um sistema previdenciário deficiente, entre outros inúmeros problemas que, além de impedir o crescimento e o desenvolvimento humano, colocam esses cidadãos à margem do princípio inseparável à sua essência e condição de seres humanos.

O princípio da dignidade da pessoa humana conduz, por sua vez, ao compromisso com o absoluto e irrestrito respeito à identidade e à integridade de todo ser humano, sem exceções. Toda pessoa humana é digna. Essa condição ímpar, essencial e insubstituível é intrínseca à condição do ser humano, qualifica-o nessa categoria e o coloca acima de qualquer indagação.

Deus nos ensina que não devemos viver sem professar fielmente a nossa fé. E esse professar, nos leva à ação de que quando acolhemos as pessoas é ao próprio Cristo quem estamos acolhendo. Não havia classe social, cultura ou idioma que impedisse o Salvador de chegar até a simplicidade do coração humano. Jesus nunca deixou de amparar a diversidade existente no mundo. Para Ele, amar se torna o artefato base para a prática de nossa ética cristã.


Oremos por:
uma sociedade mais inclusiva.


Patrícia do Rosário Nogueira Marins
Coordenadora da Educação Inclusiva
Colégio Metodista Bennett – Rio de Janeiro – RJ

 

Fontes:
www.recantodasletras.com.br (por Ricardo Oliveira)
O princípio da dignidade humana e o direito à inclusão social. José Raimundo de Carvalho. Bruno Miola da Silva.

Dignidade tem a ver com solidariedade e justiça

“(...) tomou os sete pães, e, dando graças, partiu e deu aos discípulos e, estes, ao povo. Todos comeram e se fartaram; e, do que sobrou, recolherem sete cestos cheios.” (Mateus 15.34-37)


Entendemos como dignidade, a honestidade e integridade dos nossos atos, sentimentos e ações. Sendo assim, o nosso comprometimento com aquilo que consideramos justo nos conduz a ajuda ao próximo.

A solidariedade é um ato que exige um coração puro. Se eu ajudo, é porque o próximo, no momento, necessita muito mais do que eu e por isso não posso exigir nada em troca. Entretanto, para que meus atos sejam sinceros, os meus sentimentos deverão ser os mais puros possíveis.

Desta forma, consideramos indigna toda ajuda ao próximo com expectativas de retorno. Asilos, presídios e hospitais são exemplos de lugares dos quais podemos colaborar, inserindo nossa ajuda. Quando essa ajuda não puder ser feita por meio de dinheiro, podemos ajudá-los com a nossa presença, carinho, amor e atenção, dando-lhes um pouco de esperança.

Ainda que tenhamos integridade nos nossos atos e sejamos solidários, precisamos ter atitudes mais justas. O senso de justiça também deverá começar com nossos pequenos atos do cotidiano. Julgar o próximo e se ocupar de falar da vida alheia são duas oportunidades nocivas que temos de sermos injustos com o nosso próximo e com nós mesmos.

A família é o primeiro lugar que aprendemos as primeiras noções de dignidade. Os filhos não aprendem somente com as palavras e os conceitos dados pelos pais. Aprendem com os exemplos. Sendo assim, é importante que os pais tenham atitudes dignas, honestas e autênticas. Na escola, a criança aprenderá conceitos: dignidade, honestidade e justiça.


Oremos por: cultivo de relacionamentos com mais solidariedade, integridade e justiça.


Natália Lima Cardoso de Castro
Aluna do Ensino Fundamental II
Colégio Metodista Bennett – Rio de Janeiro – RJ

Dignidade tem a ver com diálogo que gera vida

“Mas os discípulos lhes disseram: Onde haverá neste deserto tantos pães para fartar tão grande multidão? Perguntou-lhes Jesus: Quantos pães tendes? Responderam: Sete e alguns peixinhos.

 (...) tomou os sete pães, e, dando graças, partiu e deu aos discípulos e estes, ao povo. Todos comeram e se fartaram; e, do que sobrou, recolherem sete sextos cheios.” (Mateus 15.33-37)


Alguns relatos bíblicos nos ajudam a perceber, de forma prática, como Jesus se relacionava com as pessoas e este é um deles. Ele se importava com elas. Ele reconhecia o valor de cada ser humano. Ele tratava as pessoas com dignidade, com respeito e com amor. Ele não se preocupava apenas com os seus discípulos ou com Ele próprio. Ele se importava, também, com a multidão que o seguia e conseguia perceber suas necessidades mais básicas, como comer e descansar.

Preocupado com a multidão que estava com fome, Jesus aproxima-se de seus discípulos e conversa sobre esta situação.

O diálogo abre caminhos para novas oportunidades surgirem diante dos problemas e dilemas da vida. Por meio do diálogo podemos perceber a importante contribuição que as pessoas têm para oferecer, na resolução de conflitos e na busca de soluções. Quando paramos para ouvi-las, estamos no caminho da construção da dignidade, da valorização do ser humano e do crescimento mútuo.

Existem momentos em que temos a sensação de não haver solução para o nosso problema. Nessas horas podemos conversar com Jesus, pela oração, e com pessoas que podem nos ajudar. Um bom diálogo possibilita a percepção de soluções, que não enxergávamos sozinhos(as)! Por meio da fé, do diálogo e da partilha abrimos caminhos e oportunidades para a construção de um milagre. Quando entregamos a Jesus aquilo que temos, ainda que aos nossos olhos seja muito pouco, Ele pode nos surpreender e multiplicar de forma que toda necessidade seja suprida.

Que possamos viver esse amor prático, construído dia a dia na partilha, no afeto, no diálogo.

Oremos por: fortalecimento nos relacionamentos, por meio do diálogo e da partilha.


Miriam Pacheco Loureiro Reis
Professora de Ensino Religioso
Colégio Metodista Bennett – Rio de Janeiro – RJ

Dignidade e compaixão: um estilo de vida

“E chamando Jesus os seus discípulos, disse: Tenho compaixão dessa gente, porque há três dias que permanece comigo e não tem o que comer; e não quero despedi-la em jejum, para que não desfaleça pelo caminho.” (Mateus 15.32)

A vida nos proporciona vários encontros que nos permitem conviver com pessoas diversas, com estilos de vida e perspectivas peculiares. As pessoas da multidão que acompanhavam o ministério de Jesus também vivenciaram esta possibilidade que resultou num encontro marcante com o mestre. Foi o máximo! Jesus convive com as pessoas, as considera como gente, as ensina com todo gosto e, acima de tudo, tem compaixão. Ele vive “com paixão” considerando-as como a si mesmo e fazendo de tudo para tornar melhor as suas vidas, para que pudessem ser felizes.

Na convivência com aquelas pessoas, Jesus permitiu-se ir além da mera observação. Ele olhou, viu, experimentou o sentimento mais profundo daquela gente, faminta por suas palavras de vida, e percebeu que a necessidade de alimento era uma necessidade vital. Por amor, Ele intervém na realidade e com atitude ele muda esta situação. A compaixão – colocar-se no lugar daquelas pessoas – foi o ponto de partida para que este milagre, que começou com Jesus alimentando a alma, o espírito, a autoestima daquela gente, culminasse no saciar a fome da multidão que a três dias estava com Ele e não tinha mais alimento.

Andar com Jesus é ter supridas as necessidades da integralidade do “ser” todos os dias e em todas as situações. É ter garantida a dignidade humana, o valor intrínseco do ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus.

Andar com Jesus é oportunidade de vida plena que se manifesta no cultivar a dignidade e compaixão como um estilo de vida, pois a dignidade tem a ver com o diálogo que gera vida, com solidariedade e justiça, com inclusão e, essencialmente, gratidão às pessoas e a Deus.

Oremos por: relacionamentos marcados pela promoção da dignidade, compaixão e amor como um estilo de vida.


Reverenda Renilda Martins Garcia
Coordenadora da Pastoral Escolar
Colégio Metodista Bennett – Rio de Janeiro – RJ

Uma atitude de humildade

(Leia Mateus 15:21-28)

No texto de Mateus aqui sugerido, temos uma mãe apavorada pelo sofrimento de sua filha. Ela clama a Jesus por sua ajuda.

O Mestre disse a ela: “Não é bom pegar o pão dos filhos e deitá-lo aos cachorrinhos”. Jesus sempre acolhe as pessoas com amor, compaixão e misericórdia.

Será que a cananeia foi rejeitada por Ele?

Aprendemos lições preciosas com essa mulher incrível. Ela disse: “Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores”.

Ao se colocar em reverência, como serva, ela demonstra humildade, reconhece que está diante do transcendente. Ainda se coloca na dependência de Jesus, assim como o cachorrinho precisa do seu dono para viver. E, além disso, demonstra uma fé grandiosa, pois para ela uma “migalha” do poder de Jesus, era suficiente para curar a sua filha.

Humildade sempre agrada a Deus!

Até a próxima,

Pastor Flavio Trindade Antunes
Pastoral Escolar – Colégio Metodista Americano
Porto Alegre – RS

Humildade e Serviço

"Nada façais por partidarismo, ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo" (Filipenses 2.3)

Isaac Newton foi um grande inventor e também um homem que tinha uma profunda reverência por Deus. Certa vez ele disse: "Aprendi duas coisas na vida que são de extrema importância: a primeira é que eu sou um grande pecador e a segunda é que Jesus é um salvador maior que qualquer erro que eu possa cometer."

É aí que começa a humildade em nossos corações: quando reconhecemos a grandeza de Deus e vemos o quanto precisamos Dele. A humildade nos leva a querer ter uma vida de amor e serviço a Deus e ao nosso próximo.

Podemos nos tornar instrumentos nas mãos do Senhor se tivermos o coração cheio de amor e humildade, se conseguirmos ampliar a nossa visão tão limitada somente a nós mesmos e começarmos a compreender que podemos fazer muito mais pelo outro e proporcionar conforto e alegria.

Não é difícil ver a grande necessidade de ajudar nosso próximo. Não falo só das pessoas que conhecemos e que temos grande simpatia, mas das pessoas que sabemos ter necessidades de ajuda, seja ela material ou espiritual.

E nesta missão não estamos sozinhos, Jesus nos dá o exemplo de humildade e serviço ao próximo.

“Humildade não é pensar menos de si mesmo, mas pensar menos em si mesmo.” Rick Warren


Pastora Maria da Graça Raubust Vilagran
Pastoral Escolar – Colégio Metodista Americano
Porto Alegre – RS

Um caminho necessário no lazer

“No sétimo dia Deus acabou de fazer todas as coisas e descansou de todo o trabalho que havia feito”. Gênesis 2.2

Segundo a lei da física, estamos em constante movimento ou repouso. E isto observamos que também ocorre na história da humanidade. O homem primitivo buscou alimento e segurança, porém, com a evolução, as necessidades humanas também aumentaram e, em função destas novas e constantes necessidades, se tem a ação humana por meio do trabalho.

Considerando nossas limitações físicas, não é possível exercermos trabalho ininterrupto, surgindo, assim, a necessidade do repouso e descanso.

A Reforma Protestante procurou aproximar o homem da simplicidade do evangelho, onde ele tem livre acesso à Palavra de Deus e sua salvação é mediante a fé por meio da Graça e não pelas suas obras. Conforme esta palavra, o próprio Deus trabalhou por seis dias na criação e no sétimo descansou.

Nesta perspectiva, o repouso e lazer são importantes, pois podem ser um espaço para repensar a vida, sonhar, tomar um fôlego nestes dias conturbados de estresse e agitação. Pois tudo neste mundo tem o seu tempo (Eclesiastes 3).


Walquiria Pingo Duarte
Professora de Ensino Religioso
Colégio Metodista de Ribeirão Preto

Lazer não é opcional, é necessário

“Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância.” João 10.10b


Com tanto tempo trabalhando, estudando, as pessoas deixam de ter momentos de lazer, de descanso. Isso afeta o emocional e o físico da pessoa.

Uma pesquisa feita em Brasília, pela Secretaria Geral da Presidência da República, mostra que, para jovens, o lazer é gratuito, em casa ou ao ar livre, como ir à praça e parques. Mas, para 61% dos jovens entrevistados, a falta de dinheiro é o que os impede de fazer o que gostariam.

Dedicar-se ao trabalho ou aos estudos é algo muito importante, porém, dedicação excessiva é perigoso para a saúde.  Ter um momento de descanso, de distração regularmente como estilo de vida, onde passamos um tempo com a família e com os amigos, proporciona bem-estar e melhora a qualidade de vida.

De quê adianta a dedicação excessiva em estudos e trabalhos, se não temos um tempo para colocarmos nosso corpo e alma em descanso? Um dia todos nós voltaremos ao pó e morrer sem ter vivido plenamente é algo muito contraditório, pois fomos criados para vivermos a vida na sua totalidade. Saber que passamos toda a vida concentrados em apenas trabalhar e ganhar o pão de cada dia, deixando de viver momentos de alegria com pessoas que amamos é algo muito triste. Pois mesmo que cresçamos financeiramente, tudo o que foi conquistado não valerá a pena, tendo em vista a falta de equilíbrio no aproveitamento do resultado dos nossos esforços.

Em João 10.10b, Jesus diz assim: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância”. Precisamos ter um momento de lazer para que nossa vida seja plena e não uma vida cheia de estresse e cansaço.


Milena de Oliveira
3º ano do Ensino Médio
Colégio Metodista de Ribeirão Preto

Lazer é viver

“O Senhor é o meu pastor; nada me faltará. Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso.” Salmos 23. 1,2


Lazer é viver, descansar com prazer.

Descanso para o coração, brincando com emoção.

As horas estou contando, as férias estão chegando.

Depois de muito estudar, preciso descansar.

É tempo que está vindo, tudo está sorrindo.

 

As férias chegando, as aulas terminando.

Tudo é festa, encanto e descanso.

Vamos cantar e dançar, na praia nadar.

E pela manhã, feliz, ver o sol raiar.

Até a natureza gosta de brincar!

 

Deus nos ensina que descansar tem muito valor.

Ele nos cuida com grande amor.

Ele é nosso conforto e nosso descanso.

Ele mesmo não dorme, não descansa,

Pra nos dar a alegria de sermos eternas crianças!

 

Poema coletivo do 5º ano B
Colégio Metodista de Ribeirão Preto

Supervisionado pela professora Roberta Ferreira Aleixo e agente da pastoral Ester O. Lago

Férias, lazer e bem-estar

“Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundancia” João 10.10b

“Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios”. Salmos 90.12


As férias escolares chegaram!

Merecidas e sonhadas, programadas ou não, as férias nos faz refletir sobre a necessidade do lazer, não só em nossa caminhada diária, mas também em períodos mais longos, como um cuidado importante para o nosso corpo e nossa alma. Somos seres criados por Deus para desfrutarmos a vida plena, ou seja, vivermos satisfatoriamente em todas as áreas da nossa vida material, emocional, espiritual. Está incluída, assim, a alegria dinâmica relacionada ao bem-estar físico e psicológico, proporcionado, também, pelo lazer.

Sob o tema “Reforma: um caminho necessário” é tempo de repensarmos, a partir da necessidade do lazer, maneiras criativas para desfrutarmos o nosso tempo com qualidade. Seja andando no parque ou lendo um livro, empinando uma pipa, observando os pássaros ou viajando, enfim, renovando a nossa alegria e vigor físico, desfrutando da companhia de familiares e amigos.

Sim, Pai celeste, ensina-nos a contar os nossos dias, traga-nos sabedoria ao coração para vivermos com graça, em amor, cada dia da nossa preciosa vida.


Ester Martins de Oliveira Lago
Agente da Pastoral Escolar
Colégio Metodista de Ribeirão Preto

Valorize e guarde a amizade

Atualmente possuir amigos é algo de grande valor principalmente levando-se em conta a realidade em que o egoísmo se faz presente. Quando paramos e procuramos nossas amizades, tanto do passado como do presente, percebemos que por causa de vários fatores deixamos de nos encontrar e amizade vai se enfraquecendo.

A vida realmente separa as pessoas. Tanta facilidade com as tecnologias modernas e ao mesmo tempo afastamento e distanciamentos. Faço uma observação: as amizades do Facebook! Poucas são verdadeiras amizades, pois não existe nada que substitua o abraço, o olhar, o cheiro o toque. As experiências em comum, a cumplicidade, a lealdade fazem surgir e vingar uma verdadeira amizade.

Perguntamo-nos: porque nossa amizade com alguém ficou enfraquecida? Muitas vezes não sabemos e ficamos extremamente machucados quando porventura esta amizade foi intensa e verdadeira. Porém, é quase impossível que essa antiga amizade saia da nossa mente, não se pode apagar o passado. Afirmo que amizade verdadeira é dar, incentivar, apoiar, defender, crer, aceitar, perdoar. O contrário de só receber, magoar, descrer, criticar, ofender, humilhar, julgar e esquecer. Como cristãos, cremos que a base de uma amizade está no AMOR ensinado por Jesus Cristo.

Concluo este breve pensamento sobre amizade dizendo: quem um dia deixou de ser amigo, jamais foi amigo. Em qualquer circunstância da vida, a amizade verdadeira deve ser sempre a mesma. Se hoje você tem uma amizade, preserve-a, ela tem um grande valor! Vale muito!

Roberval Trindade
Pastoral Escolar
Colégio Metodista Americano

O melhor amigo

O amigo é alguém que nunca deixa de amar, e se faz presente na angústia, como irmão. Provérbios 17:17.

 

“Ninguém gosta de mim.” “Não tenho amigos.”  Estas são afirmações comuns entre os adolescentes. Elas revelam a grande necessidade do ser humano de conviver com alguém que compreenda os seus dilemas, de compartilhar com alguém os seus segredos, suas mágoas e suas alegrias. Mesmo alguns jovens e adultos já se sentiram assim algum dia.

Na verdade, a amizade é um assunto para qualquer idade. Se você estivesse com um problema de “tirar o sono”, com quem desabafaria?

Se você tem uma pessoa em mente como resposta a essa pergunta, parabéns, você tem pelo menos um amigo. Mas o que é um amigo? É alguém que ganha a sua confiança por causa da convivência, que sempre fala a verdade para você, que o ama e o respeita apesar dos seus defeitos, que sente sua falta. Conhece alguém assim?

Encontrar um amigo é o grande dilema da adolescência! Mas achar um amigo de verdade não é tão fácil. Mas há um amigo que nunca falha, que está sempre presente e nunca o deixa sozinho. Ele tem sempre uma palavra de sabedoria para aconselhar você e entende seus problemas e suas mágoas. Ele está sempre pronto a perdoá-lo, e nunca precisa lhe pedir perdão. Ele o ama apesar das suas falhas e não se importa de você chamá-lo de madrugada para uma conversa.

 Esse amigo é Jesus, o Salvador amado. Ele quer ser seu amigo. Ele pode orientá-lo até na escolha das suas amizades. Por isso, você não precisa se sentir sozinho, Ele está sempre pronto a ajudá-lo, e Nele você pode confiar incondicionalmente!

 

Pastora Maria da Graça Raubust Vilagran
Pastoral Escolar do Colégio Metodista Americano

03/01 - Reforma Protestante – 500 Um caminho necessário... na Fraternidade!

“Dediquem-se uns aos outros com amor fraternal. Prefiram dar honra aos outros mais do que a si próprios”. Romanos 12,10

Um dos eventos que marcou a história da Igreja, em 1517, foi a Reforma Protestante, quando um monge agostiniano alemão, Martinho Lutero, postou 95 teses na porta da igreja, na cidade universitária de Wittenberg. Esse ato foi considerado uma ruptura do monge com a instituição católica e promoveu um amplo e intenso debate sobre as práticas religiosas do seu tempo. Iniciamos 2017 irmanados na propositura de oração que nos agrega e une em torno das celebrações dos 500 anos da Reforma Protestante.

A fraternidade é uma construção que está sendo edificada e, por certo, resultará em bem-aventuradas consequências, segundo outras opiniões envolvendo líderes eclesiais luteranos, católicos, batistas, presbiterianos, metodistas e etc. Sejam nossas inclinações em orar por este alvo mundial em 2017 consideradas asseguradas e abençoadoras, em todas as denominações da nossa pátria.

Segundo o bispo Paulo Lockmann, “o Papa Francisco, reconhecendo a maneira discriminatória com que, muitas vezes, os Evangélicos - Protestantes foram tratados em diversas partes do mundo, tomou a iniciativa de pedir perdão, reunindo-se com vários segmentos do protestantismo, entre eles nós, metodistas.” Como resultado deste amplo relacionamento, no encontro tratou-se também do tema da santidade e ética nas relações humanas. “Inauguramos, ainda, um Centro de Hospedagem de Apoio a cristãos do mundo todo, uma casa metodista em convênio com nossa Igreja na Itália, onde também funcionará a agência do Concílio Mundial Metodista para a Europa”, confidenciou o bispo metodista.

O Concílio Mundial Metodista está sinalizando unidade dialogal, está com as portas abertas para conversações baseadas no documento "O chamado a Santidade". 2017 promete ser um ano de abençoadoras aproximações, por isso somos convocados a orar para que haja azeitamento e abundante graça nestes relacionamentos. Na verdade, a Reforma Protestante reformou o pensamento teológico, eclesiológico, bíblico, institucional, mas é preciso que tudo isso aconteça numa visão fraterna de comunhão e paz. Que nossa oração seja lançada como pão sobre as águas, e a unidade prevaleça entre o povo de Deus em toda a terra.

OREMOS POR PESSOAS QUE AJUDAM OS REFUGIADOS: Que elas se mantenham firmadas no amor ao próximo, sustentadas pelas misericórdias calorosas de Deus, sopradas pelo Espírito Santo. Nunca desanimem, saibam e confiem no Senhor que o trabalho que realizam não é em vão, em nome de Jesus!

Shalom!

Reverendo Luiz Rodrigues Barbosa Neto/Pastoral IEP/UNIMEP/Taquaral.

08/11 – A paz que Cristo dá

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não a dou como dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”. (João 14:27)

   Israel ficou sob o domínio do Império Romano durante muito tempo. E uma forma de agir do Império Romano para os povos dominados era o oferecimento da paz. A Pax Romana era um acordo entre os dominados e Roma. Desde que se submetessem aos critérios e vontades de Roma, na figura do seu Imperador, tudo ficaria bem. Quem não se submetesse, seria torturado, castigado e até morto. Todo o império era estruturado sobre o medo e a violência.

   Jesus, em um momento com os seus discípulos, procurando instruí-los sobre momentos futuros que viveriam, - sua própria crucificação - começa a falar sobre o consolador, ou seja, o Espírito Santo, que viria sobre eles depois da ressurreição de Cristo. A preocupação do mestre era que os seus discípulos ficassem em paz quanto ao cuidado de Deus para com eles e todos os que creem no evangelho. A palavra usada no grego foi: Eirene, que significa paz, harmonia.

   E Jesus a usa fazendo um contraste com a pax romana, imposta por ameaças e violências. Mas Jesus deixa para seus apóstolos a paz por meio de seus ensinamentos, que ele aprendeu do Pai e que o Espírito Santo continuará a oferecer a todos que creem no evangelho. Os ensinamentos de Cristo trazem harmonia para os que buscam harmonia de vida, consciência, harmonia de propósitos.

   A paz que o mundo dá, procede das visões e vontades do ser humano, ou seja, terá falhas e limitações. A Paz de Cristo vem na harmonização de nós, criaturas com o criador, quando construímos nossa caminhada de vida segundo os ensinamentos de Deus. Que Deus te abençoe a cada dia e a Paz de Cristo seja sempre sobre sua vida.


Pastor Hércules Araújo
Pastoral Escolar do Colégio Metodista de Bertioga

01/11 – A paz que tanto necessitamos

“Não se turbe o vosso coração” (João 14:1)

   Existe um clamor no coração do ser humano em busca de algo que é tão necessário e que muitas vezes tem sido ausente: a PAZ. Há um grande número de pessoas sobrecarregadas com suas tarefas e responsabilidades e vivem carregando sobre si um peso tão grande, que os impossibilita de caminhar e desfrutar uma vida abundante, onde possa estar em paz consigo mesmo, com o seu Criador e com o seu próximo.

  Em muitos lugares procura-se alívio para a alma. Muitos caminhos são oferecidos para proporcionar a paz tão desejada, mas, como cristãos, cremos que só há um caminho que nos leva à verdadeira paz que tanto precisamos: Jesus Cristo.

   Esta paz vem ser o primeiro sentimento que passamos a experimentar a partir do momento que encontramos e deixamos Jesus morar em nossos corações. Muitos testemunhos são dados por pessoas que viviam cheias de conflitos e perturbações e no mesmo instante em que se encontraram com Jesus, sentiram uma profunda e maravilhosa paz inundar seus corações. Uma paz tão boa que chega a ser impossível de descrevê-la, pois podia ser desfrutada ainda em meio aos conflitos e problemas que estavam para resolver.

   Por isso, em um mundo cheio de violência, de intolerância e ódio, continuamos caminhando ao lado de Deus e vivenciando e compartilhando desta maravilhosa paz que Ele derramou e continua a derramar em nossos corações.

 

Rev. Vilquer de Melo Morais
Pastoral Escolar do Colégio Metodista União

 

20/09 – Aprendendo juntos

“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele”. Provérbios 22.6

Por muito tempo tenho procurado a melhor forma de orar e conversar com meus filhos sobre Deus. Orar ao amanhecer, antes das refeições, antes de dormir, ao ver algo belo, orar para pedir que Ele esteja à frente dos desafios de mais um dia da nossa vida e das pessoas que enfrentam algum obstáculo naquele momento, são algumas das alternativas. Tentei a Bíblia, cada um com a sua, todos lendo juntos ou uma “oração pipoca” - quando cada um fala uma palavra, um agradecimento ou até mesmo faz um pedido. Tudo acontecia, mas eu ainda sentia falta de algo que pudesse ser compartilhado e que renovasse nossas forças em Deus.

Para minha surpresa, encontramos a alternativa na leitura do No Cenáculo (livro de devocionais diárias). Tive a ideia de deixar um exemplar no carro e tenho pedido para que cada um leia enquanto vamos para a escola. Que benção tem sido! Lemos, oramos e conversamos sobre a importância de colocarmos nossas vidas na mão do Senhor.

Ilza Ceccon
Coordenadora Pedagógica
Educação Infantil e Ensino Fundamental I
Colégio Metodista Americano

02/08 – Paternidade Responsável

   No dia 14 de agosto será comemorado o Dia dos Pais. Além dos presentes, abraços e carinhos sem fim, este tipo de festividade apresenta-nos uma oportunidade para parar e refletir. Um texto bíblico que nos auxilia a pensar sobre a paternidade é Provérbios 6.20-23: “Meu filho guarda os preceitos de teu pai, não rejeites a instrução de tua mãe. Leva-os sempre atados ao coração e amarra-os ao pescoço. Quando caminhares, te guiarão; quando descansares, te guardarão; quando despertares, te falarão; pois o preceito é uma lâmpada, e a instrução é uma luz, e é um caminho de vida a exortação que disciplina”.

   O trecho da Bíblia mencionado acima, na maioria das vezes, é utilizado para orientar os filhos e as filhas. Todavia, ele também oferece direcionamentos importantes para o pai. O pai é aquele que compartilha os seus valorosos preceitos a ponto do/a filho/a levá-lo por onde quer que vá. Estes princípios, apreendidos no relacionamento com Deus, norteiam tudo o que envolve a vida. Para que eles encontrem morada no coração da prole é preciso que este pai também se oriente por esses preceitos e exercite-os cotidianamente. O ensino, deste modo, resulta do anúncio de algo importante somado à reflexão, experiência e prática diárias.

   No versículo 21 está escrito que o ensino deve ser atado ao coração. Assim, os sonhos, projetos, anseios, emoções, histórias e decisões serão irrigados pelo Ensinamento Bíblico. Além de atar ao coração, ele deve ser pendurado no pescoço. Isto indica que todo o benefício conferido pela Boa Instrução ao coração deve ser transformado em atitudes que honrem o nome do Senhor. A exteriorização do bem que Deus proporcionou ao interior da pessoa se apresenta como um testemunho de vida, que transforma vidas e permite ao/à homem/mulher aprender com tudo o que ocorre em seu viver. Enfim, uma paternidade responsável passa pela observação do ensino que ilumina o caminho de uma vida plena.

   Que o Deus Pai, Filho e Espírito Santo abençoe a todos os pais,

Rev. Edemir Antunes Filho

Pastoral Universitária e Escolar
Universidade Metodista de São Paulo

26/07 – Prática esportiva: a arte de viver

   “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível. 1 Coríntios 9.24-25

   Preocupado com o posicionamento de pessoas que se convertiam a Cristo e nutriam a concepção de que libertos por Ele poderiam fazer o que quisessem, inclusive práticas de libertinagem, o apóstolo Paulo as orientam (1 Coríntios 9.24-25) tendo como parâmetro reflexivo a prática esportiva.

   O versículo 25 destaca duas categorias de recompensas para a pessoa que vence uma modalidade esportiva: uma coroa – um prêmio corruptível e um prêmio incorruptível. 

   Em relação a este, participar de uma competição é muito mais do que ganhar um troféu, uma medalha, símbolo visível de uma vitória.

   O sentido incorruptível do prêmio é para além da materialidade de um objeto, consiste na diversidade de possibilidades de aprendizagens:

  • A coragem em participar – disposição em participar em detrimento do resultado, ganhar, perder ou ter a experiência;
  • A consciência do processo – que requer persistência, abnegação, trabalho em equipe, sinceridade, humildade...;
  • A integridade – no exercício da vocação, não basta ganhar, é essencial manter a dignidade, o caráter do grupo e de si mesmo/a em todo o processo.

   Em uma Olimpíada, os espaços de atuação são diversos: quadra de tênis, pista de corrida..., mas na existência humana, o espaço primordial para a prática do atletismo, a arte de viver, é a própria vida e, nela, a habilidade de se relacionar tendo como inspiração a ética cristã: o respeito, o diálogo, o amor... é essencial para uma convivência melhor, solidária e mais humana.

Renilda Martins Garcia

Coordenadora da Pastoral Escolar 

Colégio Metodista Bennett

 

19/07 – Abnegação e Conquista

Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível.” 1 Coríntios 9.24-25

   Ao ler o texto de 1 Coríntios 9.24-25, especialmente ao afirmar que “todo aquele que luta de tudo se abstém" me veio à mente a história do meu irmão, cujo desejo era ser médico. Depois de algumas tentativas fracassadas, não conseguindo a vaga por ele tão almejada, percebeu que o seu esforço e foco nos estudos ainda não eram suficientes para atingir sua meta e realizar seu sonho.
    Após muito refletir, concluiu que para chegar ao seu objetivo teria que se planejar melhor e, assim, elaborou um plano de ação que o ajudaria a superar suas limitações e alcançar seu objetivo:

  • Persistir, perseverar – desistir nem pensar;
  • Focar-se nos estudos – empenhar-se nos estudos em detrimento de outras possibilidades;
  • Priorizar atividades – naquele momento percebeu que para conquistar o seu sonho era preciso abrir mão de participar de muitas atividades por uma causa maior.

   E assim, se abstendo de “tudo”, obteve o tão esperado momento de superação e vitória. Em 2005 ele passou no vestibular de medicina na Universidade Federal de Pernambuco e se especializou em Oftalmologia.

 

Taciana Cristine Soriano Silvino

Orientadora Educacional da Educação Básica

do Colégio Metodista Bennett

12.07 - Solidariedade e Persistência

Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível.” 1 Coríntios 9.24-25

   Nos anos 80 vivenciei e acompanhei meus irmãos e amigos preparando-se para participarem de uma maratona solidária de 43 km, num percurso que se iniciava na ponte Rio Niterói à Zona Sul do Rio de Janeiro.
Embora não fossem atletas, o que mais me chamou atenção foi a forma como se dedicaram com a esperança de alcançarem o objetivo desejado, de correrem dentro do tempo e quilometragem exigidos até a grande chegada.
    Várias séries de exercícios e corridas foram realizadas como preparação para o dia tão esperado. No dia do evento, estava com os familiares e amigos torcendo e quando eles passaram por nós, vibramos, transmitindo confiança, força e alegria.
    Este exemplo afirma que por mais simples que sejam nossos objetivos, quando acreditamos neles, conseguimos alcançar vitórias e sucesso. Até hoje eles guardam com carinho as medalhas que receberam de uma corrida solidária que teve um resultado positivo de persistência, superação e conquista, além da oportunidade de participarem de um evento marcante.

 

Gilka Silvia de Rezende Figueiredo

Diretora do Colégio Metodista Bennett

05.07 - Corrida pelo prêmio

Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível.” 1 Coríntios 9.24-25

   No ano de 2013 as turmas do colégio se dividiram em cores para disputar as Olimpíadas estudantis. Naquela tarde, a disputa era a partida final de vôlei dos times das turmas de 5º ano. Ao término do jogo os/as vencedores/as foram os/as alunos/as da bandeira verde. Um dos alunos do time da bandeira vermelha, que havia perdido, não se conformava com a derrota.
    No vestiário, o professor de Educação Física aproximou-se do aluno e começou a explicar-lhe que em uma competição um dos quesitos para ser vencedor é estar mais preparado. Durante a conversa, o aluno que estava chateado lembrou-se que o time verde, antes da competição final, se encontrara várias vezes para treinos livres e chegou a conclusão que eles realmente mereciam ganhar.
    O reconhecimento daquele aluno levou todo grupo não a vitória, mas a reflexão de que podemos ser melhores quando dedicamos tempo nos preparando.

Cristina Gouveia dos Santos

Coordenadora Pedagógica da

Ed. Infantil ao Ensino Fund. I do Colégio Metodista Bennett

28/06- Metanoia

28/06 - Metanoia

"E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Romanos 12:2

Você já se perguntou qual é a vontade de Deus? O que é o melhor dEle?

Às vezes parece que Ele não tem nos dado ouvidos já que não recebemos as respostas, mas na verdade essa "cera" em nossos ouvidos é que tem nos impedido de escutar a voz do Senhor, que atende pelo nosso próprio nome. Nossos conceitos e “achismos” nos levam a buscar primeiro a nossa opinião, mas a partir de hoje o Pai nos convida a abrir-nos para uma “cirurgia” de conceitos, doutrinas e opiniões.

A Palavra nos ensina a não aceitar os padrões estabelecidos pelo mundo, mas sofrer uma transformação renovadora em nosso entendimento, para então recebermos a resposta e, além disso, experimentar a vontade suprema do nosso Deus. Busque então todos os dias ser mais parecido com Cristo, não com o mundo; mudar suas opiniões e entender verdadeiramente o plano do Senhor para nós. Para vivermos debaixo do querer dEle, renunciando e negando todos os dias as nossas vontades, ganhando assim essa renovação de mente, isso é Metanoia!

Rafaela Góes
Aluna do Colégio Metodista em Bertioga