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Direitos Humanos: justiça e misericórdia

“Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram; necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram. Digo-lhes a verdade: o que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram”. (Mateus 25.35,36,40 – NVI)

O Dia Internacional dos Direitos Humanos é comemorado em 10 de dezembro. A data foi instituída em 1950, dois anos após a Organização das Nações Unidas (ONU) adotar a Declaração Universal dos Direitos Humanos como marco legal regulador das relações entre governos e pessoas. Com esse ato, mais do que celebrar, a ONU visava destacar o longo caminho a ser percorrido na efetivação dos preceitos da declaração. Em seus trinta artigos estão descritos os direitos básicos que garantem uma vida digna para todos os habitantes do mundo (liberdade, educação, saúde, cultura, informação, alimentação e moradia adequadas, respeito, não discriminação, entre outros)[i].

E quanto ao pensamento cristão em relação a direitos humanos? O que cremos e praticamos? Os metodistas entendem que há dois eixos nos quais giram a nossa vida cristã: atos de piedade (oração, meditação, culto, entre outros) e obras de misericórdia (ações a favor da vida na prática do amor ao próximo, justiça e bem estar para todos, educação, saúde, alimentação, entre outras). Esses são preceitos encontrados no Evangelho.

No texto citado acima, encontramos os resultados concretos das ações a favor da vida, elogiadas por Jesus, pois são obras palpáveis de justiça e misericórdia. Jesus não pergunta a que nação pertencemos ou qual a tradição religiosa que professamos. Ou ainda, que cor é a nossa pele ou qual a nossa orientação sexual. O que importa é que devemos agir a favor dos seus “menores irmãos”, como se a Ele estivéssemos socorrendo.

No texto encontramos alguns direitos que precisam ser preservados e praticados: o direito ao pão (“vocês me deram de comer”), o direito à água (“vocês me deram de beber”), o direito a um lar (“vocês me acolheram”), o direito à roupa (“vocês me vestiram”), o direito à saúde (“e vocês cuidaram de mim”) e o direito à liberdade (“vocês me visitaram”).

Por isso, ser discípulo e discípula de Jesus não somente é atender aos direitos fundamentais das pessoas, mas é, em primeiro lugar, engajar-se na construção de uma sociedade mais justa que garanta esses direitos humanos fundamentais a todas as pessoas. Que Deus nos ajude!

Reverendo Vicente de Paulo Ferreira
Coordenador da Pastoral Escolar e Universitária
Instituto Metodista Granbery


[i] Fonte: CARVALHO, Gilda. Dia Internacional dos Direitos Humanos: uma data para ser lembrada todos os dias do ano. Turminha do MPF. 2011. Disponível em: http://www.turminha.mpf.mp.br/direitos-das-criancas/direitos-humanos/dia-internacional-dos-direitos-humanos-uma-data-para-ser-lembrada-todos-os-dias-do-ano  Acesso em: 24 nov 2018.