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“Tiradentes”, patrono do Brasil

“Tiradentes”, patrono do Brasil

Patrono significa: “o que luta e/ou defende uma causa, ideia, etc.; protetor”.

Joaquim José da Silva Xavier, nascido em 1746, na Fazenda do Pombal, na época nas terras da Vila de São João del-Rei, hoje município de Ritápolis, Minas Gerais, é considerado “Patrono” do Brasil, o único brasileiro que tem sua data de morte como feriado nacional.

Existem muitas histórias sobre a vida de Tiradentes, desde informações de que ele teria sido na verdade um delator do movimento e que sua morte teria sido uma encenação, até uma comparação dele com a figura de Cristo, um mártir que deu sua vida pelos outros.

Segundo alguns historiadores, a figura que temos em nossos livros de história foi encomendada em 1889 ao artista André Delpini (1864 – 1942). Ele então pinta o retrato de Tiradentes usando o laço do enforcamento envolto em seu pescoço. Porém, este quadro foi feito quase cem anos depois, o que sugere que não foi tanto a inspiração que moveu o artista e, sim, teve mais um grau de imaginação, pois somente as pessoas mais abastadas da época é que poderiam pagar alguém para fazer um retrato, o que significa que é pouco provável que houvesse algum quadro que expressasse realmente como fora Joaquim da Silva Xavier.

Outro aspecto de sua história é que Tiradentes nunca foi o “líder” deste movimento e sim um participante, talvez ele tenha sido escolhido por ter trânsito fácil tanto entre os pobres da época como diante das elites de Minas. Ele transitava entre os dois mundos do status quo da época, agindo como um mediador entre estes dois grupos. 

A República precisava de um ícone. Todos os que haviam sido destaque nesta época, ou, contribuíram de certa forma, estavam ligados a Portugal. Então, o objetivo da escolha de Tiradentes foi o fato de ele ser legitimamente brasileiro.

Poderíamos discorrer sobre outros aspectos da nossa história e a formação de nossos “heróis”, porém, não é o objetivo deste texto.

Nosso objetivo é que possamos buscar ler e conhecer mais a nossa história, não somente como brasileiros, mas a nossa história como seres humanos interdependentes em um mundo caótico que tem sido sabotado por interesses escusos e pelo egoísmo de poucos para o sofrimento de muitos.

Que não nos esqueçamos das pessoas que fizeram o bem no passado. O apóstolo Paulo frisa isto muito bem em sua carta aos Romanos: "portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra”. (Romanos 13:7)

Mas quero destacar que todos nós podemos fazer a diferença onde estamos, fazer o bem para que o mundo onde vivemos possa ser um pouco melhor não somente para alguns, mas para todos.

E que a nossa motivação não seja o ter o nosso nome nos livros de história, mas, sim, para ter a nossa consciência tranquila e nosso coração em paz, demonstrando que não fomos e nem seremos desumanizados pela falta de justiça de um mundo cheio de injustiças.

Que mesmo diante das adversidades possamos ser o que Cristo disse que poderíamos ser: “sal da terra e luz do mundo”. Estes dois elementos não fazem barulho, são silenciosos, mas a ausência deles é perceptível. Que assim seja a nossa vivência, que mesmo de maneira silenciosa façamos a diferença onde fomos plantados.

 

Pastor Silvio de Oliveira
Coordenador da Pastoral IMED
IAL – Instituto Americano de Lins – SP