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Sabedoria e conhecimento: uma dupla perfeita

Sabedoria e conhecimento: uma dupla perfeita

 

“Feliz o homem e a mulher que acha a sabedoria, e o homem e mulher que adquire conhecimento” (Provérbios 3.13 – adapt.).

 

A ação de fazer escolhas é parte do cotidiano das pessoas e, por vezes, as situações vivenciadas impõe-lhes o desafio de decidir entre realizar uma coisa ou outra, ir a um lugar ou permanecer onde está, saborear um chocolate ou um delicioso lanche... e, nesse impasse de escolhas movidas por intensas emoções, corre-se o risco de valorizar-se mais um elemento em detrimento de outro. No entanto, o texto de Provérbios 3.13, ao afirmar que: “Feliz o homem e a mulher que acha a sabedoria, e o homem e mulher que adquire conhecimento”, resgata o valor da sabedoria e do conhecimento como essenciais na maneira de existir e coexistir, de compartilhar a vida com outras pessoas, com o meio ambiente, com a criação e com Deus. Neste sentido, o segredo que norteia uma decisão qualitativa consiste na habilidade de conjugar o conhecimento e a sabedoria como princípios de vida.

O conhecimento, do latim cognoscere, “ato ou efeito de conhecer” e compreendido “como resultado de processos de aprendizagem, não existe no abstrato. Ele só existe ‘aderido’ às pessoas que, a partir de seus sentidos e percepções prévias, interpretam os fatos ressignificando sua maneira de agir” (STRECK, 2010, p. 85). Este processo não ocorre no isolamento, pelo contrário, é no relacionamento das pessoas entre si, com a criação, consigo mesma e com Deus que o conhecimento se efetiva de maneira genuína, momento em que a teoria se une à prática, em que a coerência entre o que se pensa e o que se fala se traduz em atos de gentileza, generosidade, compaixão, amor.

A sabedoria, originária do grego “sophos/sophia”, designa uma pessoa sábia e pode ser compreendida, ao menos, a partir de duas perspectivas. “A princípio, como qualquer conhecimento prático – um saber fazer –, adquirido por meio da experiência de vida e da observação da natureza e das relações humanas. De modo mais amplo, a sabedoria pode ser definida como a capacidade de entender o mundo e a existência e de enfrentar e solucionar os problemas da vida. A sabedoria auxilia as pessoas a terem uma vida melhor e mais feliz” (BORTOLLETO FILHO, 2008, p. 884).

Para entender o mundo, faz-se necessário “estar no mundo” e “com o mundo” e, mundo, pode ser entendido como o ser humano, o meio ambiente, a criação; e existir implica, também, em se deparar com problemas inerentes à condição humana e com sabedoria em administrá-los.

Neste sentido, a atitude de agir com sabedoria pressupõe um mínimo de conhecimento a respeito do fato, da situação em questão e, para tanto, a educação é fundamental. Mas não é toda educação que produz este efeito e sim, aquela que promove uma formação para além do desenvolvimento de competências e habilidades, uma educação que contribua para que a pessoa seja mais humana, mais consciente, mais reflexiva e crítica tendo em vista a construção de um mundo melhor, mais humano e mais solidário.

 

A vida é dádiva de Deus e regá-la com sabedoria e conhecimento é uma arte.

 

Para pensar: Os conhecimentos adquiridos têm nos impulsionado à resolução de problemas? A contribuir para que o ambiente em que vivemos seja melhor, mais bonito e mais humano? Tem nos motivado a atitudes regadas de sabedoria?

 

BORTOLLETO FILHO, Fernando (Org.).  Dicionário Brasileiro de Teologia. São Paulo: Aste, 2008, p. 884.

STRECK, Danilo R., REDIN, Euclides e ZITKOSKI, José (orgs.). Dicionário Paulo Freire. 2ª ed., revista e ampliada, Belo Horizonte: Autêntica, 2010, p. 85.

 

 

Reverenda Renilda Martins Garcia

Coordenadora da Pastoral Escolar

Colégio Metodista Bennett